5 tipos de dor de cabeça e como combatê-los

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Cerca de 13 milhões de brasileiros sentem dor de cabeça todos os dias, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Descubra de onde vem o mal e aprenda a derrotá-lo.O estresse é o vilão em muitos casos.

DOR TENSIONAL:

Como é – Um aperto constante em toda a cabeça. De tão intensa, essa dor muitas vezes irradia para a nuca e para os ombros.

Causa – O grande vilão é o estresse. O neurologista Leandro Teles, de São Paulo, explica que, quando as pessoas estão tensas, costumam se contrair involuntariamente, provocando uma dor de fundo muscular. Então, fique atenta: se você já acorda com a cabeça e o rosto doloridos, talvez não esteja conseguindo se desligar e relaxar nem mesmo durante o sono e pode ter passado a noite apertando os dentes, por exemplo. “Se somado a isso existirem problemas ortodônticos, como mordida cruzada, a pressão fica ainda pior”, afirma o ortodontista Gerson Köhler, do Paraná.

Combate – O melhor remédio é relaxar. “Trabalhe menos, faça atividades físicas, durma bem e encontre uma válvula de escape para esquecer os contratempos do dia a dia”, recomenda Leandro. Se houver problema odontológico, usar aparelho ou placas de silicone para dormir geralmente ameniza o desconforto.

ENXAQUECA:

Como é – Dor latejante, que chega a causar náuseas e intolerância à luz e ao barulho. É mais forte num dos lados da cabeça e dura até três dias. As mulheres são as principais vítimas, com 80% de incidência das crises.

Causa – A alimentação é uma delas. Para descobrir se a origem da sua dor está na comida, Leandro sugere a criação de um diário. “Anote tudo o que comer ao longo do dia e assinale quando você sentiu dor. Depois procure por alimentos que coincidiram nas crises e evite-os.” Entre os principais vilões estão o vinho tinto, o glutamato monossódico (presente em temperos prontos e salgadinhos), os queijos amarelos, os embutidos (salame, mortadela…) e as frutas cítricas. Além da alimentação, a enxaqueca pode aparecer por alterações hormonais, ingestão de álcool, estresse, sono inadequado e até herança genética. Segundo o Centro de Estudos de Neurociências e Tratamento de Enxaqueca, de São Paulo, 85% das pessoas que sofrem do mal têm um familiar com o problema.

Combate – Vá ao médico quanto antes para atacar o agente causador. Além dos medicamentos, evitar o estresse e os alimentos que fazem mal diminui as crises. Para casos de enxaqueca crônica, aplicações de botox em pontos específicos da cabeça e do pescoço trazem alívio. “A toxina penetra nos neurônios e diminui a sensibilidade dos neurotransmissores que liberam a dor”, explica o neurologista André Felicio, de São Paulo. São necessárias ao menos duas injeções, e só um médico especializado é capaz de realizar o procedimento.

DOR DE FOME:

Como é – Trata-se de um incômodo bastante sutil, mas persistente.

Causa – A queda do nível de açúcar no sangue, comum quando se pula refeições, tende a deixar o cérebro faminto de glicose, provocando dor.

Combate – “Coma de três em três horas, beba muito líquido e pratique uma atividade física regularmente”, indica Leandro Teles.

DOR NO OLHO E NA CABEÇA:

Como é – Concentrada atrás do olho, a tendência é incomodar mais no verão, quando os vasos sanguíneos ficam naturalmente dilatados. Pode incluir ardência e vermelhidão nas vistas e deixar a pálpebra um pouco caí-da. Todos esses sintomas também costumam levar à dor de cabeça.

Causa – Predisposição genética, problemas de visão, cansaço ou até a exposição frequente ao computador, à TV, aos tablets e aos celulares.

Combate – Descanse 15 minutos a cada duas horas em frente a monitores e consulte um oculista para ver se você precisa de óculos ou ajustar o grau, caso já use o acessório.

DOR PÓS-FESTA:

Como é – Uma dor que envolve toda a cabeça, parecendo uma ressaca.

Causa – O álcool e também as guloseimas, cheias de gordura e conservantes, podem atacar o fígado e provocar o incômodo. Dependendo da quantidade e da sensibilidade do seu corpo, a dor de cabeça evolui para severa, caracterizando a enxaqueca.

Combate – Se não der para evitar o consumo de álcool e guloseimas, coma pequenas porções durante a festa – assim, o impacto para o fígado é mais ameno. “Além disso, não beba de estômago vazio e alterne os drinques com copos d’água, para hidratar o corpo”, aconselha Leandro.

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